"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais." Charles Baudelaire
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segunda-feira, 3 de setembro de 2007
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
terça-feira, 10 de julho de 2007
Espelho não me prova que envelheço

O espelho não me prova que envelheço
Enquanto andares par com a mocidade;
Mas se de rugas vir teu rosto impresso,
Já sei que a Morte a minha vida invade.
Pois toda essa beleza que te veste
Vem de meu coração, que é teu espelho;
O meu vive em teu peito, e o teu me deste:
Por isso como posso ser mais velho?
Portanto, amor, tenhas de ti cuidado
Que eu, não por mim, antes por ti, terei;
Levar teu coração, tão desvelado
Qual ama guarda o doce infante, eu hei.
E nem penses em volta, morto o meu,
Pois para sempre é que me deste o teu.
William Shakespeare,
terça-feira, 20 de março de 2007
Soneto XLIII
Quanto mais eu pisco, então melhor eu vejo
Pois durante o dia os olhos vêem coisas que não interessam;
Mas, em sonhando, eles Te vêem.
E obscuramente luminosos, no escuro se dirigem sozinhos;
Então tu, cuja sombra das sombras torna luminoso,
Como faria a forma de tua sombra um espetáculo feliz,
Ao dia claro com a tua muito mais límpida luz,
Quando para olhos que não vêem, tua sombra de tal forma brilha!
Como (eu digo) ficariam os meus olhos tão felizes,
Te fitando de baixo da luz solar,
Quando na noite profunda tua sombra somente sugerida,
Através do sono pesado em olhos que não vêem, assombram ainda?
Todos os dias são noites para se ver, ate que eu te vejo,
E noites, dias brilhantes são, quando os sonhos Te revelam ante mim.
William Shakespeare
Pois durante o dia os olhos vêem coisas que não interessam;
Mas, em sonhando, eles Te vêem.
E obscuramente luminosos, no escuro se dirigem sozinhos;
Então tu, cuja sombra das sombras torna luminoso,
Como faria a forma de tua sombra um espetáculo feliz,
Ao dia claro com a tua muito mais límpida luz,
Quando para olhos que não vêem, tua sombra de tal forma brilha!
Como (eu digo) ficariam os meus olhos tão felizes,
Te fitando de baixo da luz solar,
Quando na noite profunda tua sombra somente sugerida,
Através do sono pesado em olhos que não vêem, assombram ainda?
Todos os dias são noites para se ver, ate que eu te vejo,
E noites, dias brilhantes são, quando os sonhos Te revelam ante mim.
William Shakespeare
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